AS “TROCAS” DE FALA NAS CRIANÇAS

Dra. Lucila Rey Rocha Schliemann - Fonoaudióloga - CRFº 4073


  Normalmente fala-se em trocas que as crianças fazem na fala, como por exemplo, dizer “caleta” ao invés de “careta”.
  Essas trocas ocorrem por diversos motivos, desde uma dificuldade de percepção do som a ser produzido, por parte da criança, até mesmo uma dificuldade no posicionamento dos articuladores para a emissão do referido som, ou ainda, devido a fatores emocionais que levem a criança a ter uma emissão característica.
  Muitas famílias perguntam qual seria a idade ideal para se iniciar o atendimento fonoaudiológico. Não existe um momento ideal que possa ser generalizado para se iniciar os atendimentos. O mais correto é a família buscar uma avaliação fonoaudiológica para se certificar se aquela dificuldade de fala é pertinente à idade em que a criança está ou não. Muitas vezes, não é necessário o atendimento em si, faz-se apenas uma orientação à família sobre a estimulação de fala e acompanha-se a evolução da criança ao longo do tempo. Outras vezes, faz-se necessário uma intervenção mais direta, a qual se faz através dos chamados atendimentos fonoaudiológicos.
  A participação da criança é fundamental para a evolução do caso, porém é preciso que a família também receba as devidas orientações para que possa fazer a estimulação adequada em casa, assim como a participação da escola também é muitas vezes fundamental para o sucesso do trabalho.