CORTICOIDES INALATÓRIOS NO TRATAMENTO DA ASMA

A difícil adesão ao tratamento.
Dr. Nelson Faidiga - Pediatra - CRM 30.765


 Dentro das DIRETRIZES para o tratamento de crianças asmáticas, o National asthma educational and Prevention Program nos Estados Unidos, afirma que “Os esteroides inalatórios são os pilares do tratamento para todas as categorias de asma. A dosagem e o uso de terapias coadjuvantes dependem da severidade das crises.”
 Atualmente admite se que a asma brônquica é uma doença alérgica inflamatória. Por isto os corticoides assumem papel de extrema importância quer no tratamento da crise aguda quer na sua prevenção.
 Lembro me que em minha época de residente de pediatria, o emprego de tal medicamento era muito restrito, entretanto atualmente os protocolos de atendimento de asma mudaram e por isto muitas famílias ainda resistem o seu emprego em seus filhos.
 Sabemos hoje da baixa biodisponibilidade e absorção sitêmica dos esteroides inalados por isto são raros seus efeitos colaterais.
 Poucos pais aceitam que suas crianças façam tratamento a logo prazo com os esteroides inalatórios, sendo que os pediatras e pneumologistas têm enorme dificuldade em convence-los a adotarem esta conduta.
 Apesar dos avanços em terapia com esteroides inalatórios, a adesão ao tratamento continua difícil, principalmente a manutenção da medicação quando a criança está se sentindo bem (Fase inter crise).
 Existe sempre o receio e medo das famosas “bombinhas” de antigamente e sempre o maldito palpite da comadre dizendo que “bombinha ataca o coração...”
 Mas esta baixa adesão ao tratamento com corticoides inalatório não existe apenas no Brasil . Ocorre em todo o mundo , inclusive nos Estados Unidos segundo MMWR Recomm Rep 2003 ( Ped News n; 27) .